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Ele salvou o filho. Agora, quem se levantará por Tiba Camargos?

  • Foto do escritor: Mirceane Lopes Duarte Alcoforado
    Mirceane Lopes Duarte Alcoforado
  • há 3 horas
  • 4 min de leitura

O pai que ficou tetraplégico ao resgatar o filho pede que seu caso seja analisado para uma possível aplicação de polilaminina durante uma nova cirurgia. A história exige urgência — e também responsabilidade.


Por Mirceane Alcoforado

Mundo da Miss | A Voz em Poesia



Há histórias que nos comovem. Outras nos obrigam a tomar posição.

Tiba Camargos entrou em um rio para salvar o filho que se afogava. O menino sobreviveu. O pai bateu a cabeça em uma pedra e ficou tetraplégico. Em um único instante, um gesto de amor mudou o destino de uma família inteira.


Ele caiu para que o filho continuasse de pé.

Agora, diante de uma nova cirurgia, Tiba levanta a única coisa que a lesão não conseguiu calar: a própria voz. Seu pedido é para que as autoridades, os pesquisadores, a empresa responsável e sua equipe médica analisem, com urgência e rigor, a possibilidade de aplicação da polilaminina durante o procedimento.

Um pai, uma esposa e seis filhos

Antes de ser um caso médico, Tiba é marido de Déa e pai de seis filhos. É essa realidade que impede que sua história seja reduzida a um número, a um protocolo ou a uma disputa nas redes sociais.

A imagem da família reunida revela o que os documentos não conseguem registrar: há sete vidas diretamente atravessadas pelas consequências daquele mergulho — e muitas outras pessoas acompanhando essa luta.


Seu apelo não pede uma promessa de cura. Pede que uma possibilidade seja examinada antes que a oportunidade cirúrgica passe.


O que é a polilaminina?

A polilaminina — ou laminina polimerizada — é uma substância experimental desenvolvida a partir de pesquisas brasileiras para lesões da medula espinhal. Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou um estudo clínico de fase 1 com cinco pacientes.

É necessário compreender o significado dessa etapa: o objetivo inicial é avaliar a segurança da aplicação. Segundo a própria Anvisa, esse estudo ainda não é suficiente para comprovar a eficácia do tratamento. A pesquisa autorizada abrange pacientes com lesões agudas completas da medula torácica, ocorridas há menos de 72 horas, e com indicação cirúrgica.


Isso faz da polilaminina uma esperança científica real, mas ainda experimental. Esperança e prudência não são inimigas. A prudência impede falsas promessas; a esperança impede que uma possibilidade séria seja abandonada sem análise.


Por que o caso de Tiba é diferente?

Tiba vive hoje com uma lesão crônica e, por isso, não se enquadra nos critérios do estudo de fase 1. Segundo o apelo público feito por ele e por Déa, foram identificados cistos na região lesionada, que precisarão ser retirados cirurgicamente. O casal sustenta que a intervenção produzirá uma nova lesão no local e pede que a aplicação da polilaminina seja avaliada para o mesmo ato cirúrgico.


Essa hipótese não pode ser decidida por uma campanha digital. Exige avaliação médica individual, disponibilidade do produto, participação do patrocinador, documentação técnica, análise ética e autorização regulatória.


Mas, a existência de exigências não justifica silêncio nem demora sem resposta. Quando uma janela clínica pode ser limitada, responsabilidade pública também significa coordenar os envolvidos e analisar o pedido com clareza e celeridade.



Existe um caminho para o uso compassivo?

A regulamentação brasileira prevê programas assistenciais para pacientes com doenças graves ou debilitantes, sem alternativa terapêutica satisfatória e que não possam participar de uma pesquisa clínica. Um desses caminhos é o programa de uso compassivo.

Há, contudo, uma informação decisiva: o paciente não protocola sozinho essa solicitação. Conforme orientação da Anvisa, o pedido deve ser apresentado pelo patrocinador ou por uma Organização Representativa do Patrocinador. A decisão também depende da avaliação de risco e benefício, do médico responsável, da documentação exigida e das condições concretas de fornecimento e acompanhamento.


Por isso, uma mobilização responsável não deve atribuir toda a decisão a uma única instituição. Ela deve pedir que Anvisa, Ministério da Saúde, patrocinador, pesquisadores, equipe médica e representantes públicos trabalhem de modo coordenado e transparente, informando se há caminho técnico e regulatório aplicável ao caso de Tiba — e, se houver, que ele seja analisado em tempo útil.

A Voz em Poesia, por Mirceane Alcoforado.

Ah, Brasil! Deus te deu os tesouros para alimentar os teus e outras nações, aqueles que te governam guardaram os tesouros para si e para os de seu interesse enquanto os seus se contorciam de aflição em sua frente. Teus governantes tiraram o foco do povo com outras notícias, deram pão e umas migalhas para o povo esquecer o que de fato importa.
Ah, Brasil, até quando teu povo refletirá um governo que machuca o próprio povo?Ah, Brasil, de "nosso Senhor". Ah, Brasil, pátria amada. Ah, Brasil, te levanta através do teu povo e brilha entre as nações, amém.


O que podemos fazer agora?

Mobilização séria não é atacar servidores, médicos ou pesquisadores. É impedir que o caso desapareça no ruído das redes e exigir uma resposta fundamentada.


  • Compartilhe esta história e o vídeo publicado por Tiba.

  • Marque @anvisaoficial, @minsaude, @csaudecamara e representantes públicos que atuem nas áreas de saúde, ciência e direitos das pessoas com deficiência.

  • Peça, de forma respeitosa, que o patrocinador e os responsáveis técnicos esclareçam se o uso compassivo pode ser solicitado para esse caso.

  • Salve a publicação e acompanhe os canais oficiais para não divulgar informações desatualizadas.

  • Use a mensagem: “Anvisa, patrocinador e autoridades de saúde: analisem com urgência, transparência e responsabilidade os caminhos regulatórios para o caso de Tiba.”


O objetivo não é prometer que Tiba voltará a andar. Ninguém responsável pode fazer essa promessa hoje. O objetivo é pedir que sua possibilidade seja analisada com a seriedade que a ciência exige e com a humanidade que sua história merece.

Ele não hesitou diante do rio quando a vida do filho estava em risco.

Que o Brasil também não hesite diante do dever de analisar, responder e agir dentro da lei.

Fontes e nota editorial

Este artigo reúne fatos públicos, opinião e mobilização social. Não substitui avaliação médica nem afirma eficácia terapêutica ainda não comprovada. Antes da publicação, recomenda-se solicitar autorização da família para o uso da fotografia e confirmar se houve alguma atualização clínica ou regulatória.


“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens.” — Colossenses 3:23

 
 
 

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